Modelo de CV com experiência em Word (grátis)
Modelo de CV com experiência em Word, já preenchido com um exemplo completo: adapta cada secção com resultados com números e descarrega grátis.

Se já trabalhaste um ano ou mais — loja, escritório, obra, atendimento — o teu CV precisa de outro esqueleto: a experiência profissional no centro, com resultados por cima de cada função. O modelo de CV com experiência do Guia Inademy vem já preenchido com um exemplo completo, para veres exactamente como cada secção fica quando está certa, e descarrega-se grátis em Word (.docx) ou abre no Google Docs.
A vantagem de um modelo com dados de exemplo é não escrever às escuras. Vês o perfil de um gestor de operações com oito anos de carreira, vês como três empregos se encadeiam e vês como um resultado com números («reduzi rupturas de stock de 9% para 3% em 18 meses») muda o peso de uma linha. Substituis exemplo por exemplo e o documento adapta-se à tua história.
A resposta curta
- Descarrega o ficheiro.docx abaixo e abre-o no Word, no Word Online ou no Google Docs.
- Substitui os dados de exemplo — nome, empresas, datas, resultados — pelos teus, secção a secção.
- Escreve a experiência mais recente primeiro, com três a cinco linhas por emprego e números sempre que existirem.
- Mantém o CV em duas páginas no máximo quando tens mais de cinco anos de carreira; uma página chega para menos.
- Exporta em PDF e candidata-te com ele na Inademy, onde o perfil é grátis.
📥 Descarrega o modelo: CV com experiência (.docx) — grátis, abre no Word ou Google Docs.
O que vem dentro do modelo
O ficheiro abre com uma nota no topo: «Dados de exemplo — substitua tudo pelos seus dados reais antes de enviar». Abaixo dela, o CV de exemplo usa uma carreira verosímil moçambicana, com empresas, datas e resultados concretos. As secções são:
- Nome completo — o exemplo usa um nome comum moçambicano; trocas pelo teu, mantendo o destaque visual.
- Dados pessoais — cidade (Maputo, no exemplo), telefone com WhatsApp, email. Uma linha compacta, sem morada completa.
- Perfil profissional — três linhas que resumem a carreira: área, anos de experiência e sectores onde trabalhou. É o teu discurso de trinta segundos, escrito.
- Experiência profissional — três empregos em ordem inversa (o mais recente primeiro): Gestor de Operações numa plataforma digital, Gestor de Loja numa empresa de retalho, Chefe de Loja em Matola. Cada um com datas de entrada e saída, e duas a três linhas de funções e resultados.
- Formação — Licenciatura em Gestão de Empresas, com instituição e ano de conclusão. Uma linha; a experiência já falou por ti.
- Competências — lista curta separada por pontos: gestão de operações, atendimento, formação de equipas, stock, Excel avançado, sistemas POS, PowerPoint, línguas (português, inglês, changana).
- Carta de condução — categoria e se tens veículo próprio; secção pequena que vale ouro em vagas de campo.
- Referências — a frase segura: «Disponíveis a pedido».

Como adaptar cada secção com resultados com números
É aqui que a maioria dos CVs experientes perde força: descrevem funções em vez de resultados. A diferença fica clara no próprio modelo — a linha «Gestão das operações da plataforma: atendimento a candidatos e empresas» diz o cargo, mas «Processos organizados para responder em menos de 24 horas» diz o que melhorou. Usa este método em cada emprego:
- Procura os números que já existem na tua memória: quantas pessoas lideraste, quantas transacções por dia, quantas lojas, quantos clientes, quantos entregas. Mesmo aproximados, val mais do que zero.
- Transforma a função em antes-e-depois. «Responsável pelo stock» transforma-se em «reduzi rupturas de stock de 9% para 3% em 18 meses», como no exemplo do modelo.
- Quantifica equipas e escala: «equipa de 6 pessoas», «gestão diária de 3 lojas». O modelo usa este formato em todos os empregos de exemplo.
- Evita inventar precisão. Se não sabes o número exacto, escreve a ordem de grandeza honesta («mais de 50 atendimentos por dia»); mentiras com casas decimais notam-se.
O perfil do modelo de CV com experiência também se adapta: troca «gestor de operações» pela tua função exacta e os sectores pelos teus. Quem lê cem CVs por semana nota em dez segundos se o perfil foi escrito para a vaga ou copiado de outro.
E uma regra prática: cada emprego leva duas a quatro linhas, e pelo menos uma delas deve ter um número — de tempo, de dinheiro poupado, de pessoas, de volume. As datas também se escrevem por extenso no modelo («Março de 2021 a Fevereiro de 2024»), o que evita confusões entre formatos de data.
Erros que enfraquecem um CV experiente
Com anos de carreira, os deslizes mais comuns não são de falta de conteúdo — são de excesso. Vês isto em candidaturas de todos os sectores:
- Listar todas as funções desde o início — dez empregos em três páginas enterram o que importa. Acima de dez anos de carreira, condensa os mais antigos numa linha cada.
- Repetir o mesmo verbo em todas as linhas — «responsável por», «responsável por», «responsável por». Alterna: organizei, reduzi, formei, implementei, negociei.
- Esconder os números por modéstia — «melhorei as vendas» não diz nada; «cresci as vendas da loja em 15% no Natal» diz.
- Saltar buracos de datas sem preparação — um ano em branco entre empregos pergunta-se na entrevista; se fizeste algo nesse período (formação, projecto próprio), escreve-o.
- Perfil genérico — «profissional competente e proactivo» não diz a tua área nem os teus anos. O exemplo do modelo mostra o formato certo: área + anos + sectores.
- Enviar o mesmo CV a todas as vagas — o perfil e as três primeiras linhas de experiência devem ecoar o que a vaga pede; o resto fica.
Se queres uma lista mais ampla de deslizes que eliminam candidaturas, o artigo sobre os erros que eliminam o teu CV mostra o que pôr em vez deles.
Quando usar este modelo
Este modelo de CV com experiência encaixa quando tens função registada — ou prolongada e verificável — para descrever: promoções internas, empregos com contrato, trabalho contínuo para a mesma empresa. O exemplo de gestão (operações e lojas) serve de padrão para qualquer área de supervisão, comércio ou serviços; se a tua carreira é técnica, a estrutura é a mesma, só mudam os verbos e os resultados.
Não é o modelo certo se estás à procura do primeiro emprego — nesse caso, a formação e os projectos práticos têm de vir primeiro, e há um modelo próprio para isso. E se a tua experiência é toda informal, com patrões diferentes e sem registo, esse mesmo modelo mostra como organizar essas referências sem inventar cargos.
Para funções técnicas (motorista, operador, técnico de manutenção), o CV para profissões técnicas dá destaque às cartas e certificados. E quando a vaga é numa ONG ou empresa internacional que exige formato europeu, o Europass está no índice completo dos modelos de CV em Moçambique, onde escolhes por área e nível de experiência.
Do CV à candidatura
O CV forte abre a porta; a carta de apresentação fecha-a a teu favor. Nas vagas em que a candidatura passa por email, uma carta curta de dez linhas — quem és, o que trazes de resultado, porque é aquela empresa — distingue-te da maioria que envia só o anexo. O guia da carta de candidatura para vagas em Moçambique tem estruturas prontas.
Dentro do CV, confere também os detalhes que geram dúvida: foto (só se a vaga pedir), naturalidade, referências e documentos. O artigo sobre o que pôr no CV: foto, BI, naturalidade e referências resolve cada caso. Nada de campos em branco: cada um deles vira pergunta na entrevista.

Como a Inademy te ajuda
Na Inademy crias um perfil grátis com a tua experiência, candidatas-te às vagas em poucos cliques e anexas o CV em PDF. Activando os avisos, recebes as novas vagas por email ou WhatsApp sem precisares de procurar manualmente. A lista de vagas actualizadas cobre todas as províncias — filtra pela tua área e aplica com o documento acabado de ajustar.
De onde vêm estas informações
A estrutura do modelo e os exemplos deste guia seguem as mesmas regras dos artigos do Guia Inademy citados no texto — erros de CV, carta de candidatura, conteúdo obrigatório — e reflectem o que os anúncios publicados na plataforma mais exigem de candidatos com experiência. O ficheiro é mantido pela equipa do Guia; os dados pessoais que nele aparecem são fictícios, criados só para mostrar o preenchimento correcto.
Perguntas frequentes
Os dados de exemplo no modelo são de alguém real?
Não. O nome, as empresas e os resultados são fictícios, criados para mostrar como cada secção fica preenchida. A nota no topo do ficheiro avisa-te para substituíres tudo antes de enviar — e o aviso desaparece quando apagas as linhas de exemplo.
Devo pôr o salário que recebi nos empregos anteriores?
Não. Salários anteriores não pertencem ao CV e podem ancorar a próxima proposta num valor baixo. Essa conversa acontece na entrevista, quando ela existir.
Quantos empregos devo listar no CV?
Os últimos quatro ou cinco, em ordem inversa de datas. Empregos muito antigos ou irrelevantes condensam-se numa linha ou saem. O critério é simples: se a experiência não ajuda a defender esta candidatura, ocupa espaço de quem ajuda.
Funciona no Google Docs como no Word?
Sim. Carregas o.docx para o Google Drive, abres com o Docs e todas as secções mantêm a formatação. Para enviar, descarrega em PDF (Ficheiro → Descarregar → Documento PDF) para a formatação chegar intacta.
O modelo serve para candidaturas em inglês?
A estrutura sim, mas existe um modelo próprio em inglês, com as secções já traduzidas, no índice de modelos do Guia. Usar o formato certo poupa retrabalho e evita misturar línguas no mesmo documento.
Em resumo, o que fazer hoje
- Descarrega o modelo e lê o exemplo completo antes de mexer em qualquer linha.
- Substitui os dados fictícios pelos teus, começando pelo perfil e pela experiência mais recente.
- Garante um número em cada emprego — tempo, volume, equipa ou dinheiro poupado.
- Exporta em PDF com um nome de ficheiro profissional e relê uma vez em voz alta.
- Candidata-te nas vagas da tua área na Inademy e activa os avisos de novas vagas.

